quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Falta


É quando não consigo me entender

Sinto falta de alguma coisa

É pena que eu não saiba o quê

 

Talvez tenha esquecido um dos remédios

Ou deixado de tomar uma atitude

Talvez eu deveria ter chorado por você

Enquanto estava parado esperando que alguma coisa mude

 

Então são várias coisas as que sinto falta

Mas nenhuma delas me dá a certeza de que preciso

Voar é preciso

O destino me apela e fico

 

Quando sinto esta vontade de alguma coisa que nem sei

Alguma coisa está para acontecer pois eu sei

É a hora de partir que ficou para traz

Saudade, saudosismo, loucura ou simplesmente tanto faz

 

Eu deveria me libertar, mas finquei meus pés no chão

Peço alguém que atire por mim

E acerte teu coração

 

Quando me sinto assim, não há o que fazer

Aspirinas, venofaxinas e outras drogas

Um jeito diferente de fazer meu coração crescer

 

Escrever não satisfaz minha falta

Mas talvez me ajude a descobrir

Alguém vai atirar por mim

Seu coração vai atingir

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Como as montanhas de Minas


Talvez nem mesmo eu entenda bem meus devaneios. E às vezes tente entendê-los bem, mas outras vezes simplesmente não. Porque nossa vida é sempre assim como as belas paisagens de Minas. Tem horas que você está no topo e pode ver tudo e sentir o vento no seu rosto. Mas há momentos em que estamos lá embaixo, longe do calor do sol, onde as sombras podem lhe causar medo.

 

Quando estou lá embaixo, normalmente é o momento em que me volto para os meus porquês, e penso profundamente neles. E é analisando esses porquês que percebo a beleza do rio que não corre no topo das montanhas. É analisando esses porquês que posso perceber a beleza do desafio da próxima montanha.

 

É assim que vou vivendo. Horas lá embaixo, outras lá em cima. Vezes chorando e outras rindo. Horas exausto de tudo e de todos, outras completamente carente e saudoso. Como as montanhas de Minas.

 

 

 

 

Alexandre dos Santos Silvano

Coordenador de Auditoria e Organização

V&M do Brasil S.A.

( +55 31 3328-2756

E  +55 31 3328-2382

alexandre.silvano@vmtubes.com.br

 


domingo, 4 de setembro de 2011

Mundo desorganizado


Quase derrotado, caminho no vale das sombras

São as sombras que estão dentro da minha mente

Muitos são os nomes, poucas as soluções

Para mim são portas fechadas, drogas sem alucinações

 

É o trabalho, é a genética

Minha intolerância ao código de ética

É minha incompetência, minha falta de cultura

Meu tratamento infinito sem nenhuma cura

 

O presente vai sorrindo para mim sem que eu ache graça

Muitos são os temores enquanto o tempo passa

 

O futuro se envolve nas sombras da minha mente

Manchado nas mãos, genitálias, pernas e rosto

Mostro os dentes e finjo achar graça das piadas de mau gosto

 

Eu devia estar contente, mas confesso estar decepcionado (abestalhado)

Não consigo nem saber de mim mesmo em meu mundo desorganizado

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Pára-peito


Existe uma pára-peito
De onde os anjos sérios olham a cidade
Muitos contemplam calados
Expressando certo ar de ansiedade

Algumas vezes estive por lá
Apenas para contemplar a paisagem
Belíssima, se enxerga muito longe
A bela cidade parece uma bela miragem

Os anjos não conversam entre si
Apenas pensam pensamentos compartilhados
Alguns pensam pensamentos absurdos
Outros pensamentos rebelados

Quando estou no pára-peito
Não compartilho pensamentos com ninguém
Sou mero espectador da bela cidade
Não penso e nem sou anjo também

Intrigo-me porque os anjos ficam por lá
Admira-me porque eles não se põem a voar
Um céu azul, um horizonte inteiro
Que vai além de onde a visão alcançar

Queria ir além do pára-peito
Desejaria ser um anjo também
Mas não sei se amaria esta vida
Porque o anjo que tudo ama não ama ninguém

cor



Foi o vento no meu rosto
E trouxe notícia de longe
Que eu ainda vivo
Em universo distante

Totalmente confuso
Achei que teria de morrer para estar aqui
Pois minha vida é fruto de tudo isso
Das incontáveis vezes que morri

Então chegou a mensagem
De que eu poderia não ter ido
De que os campos, as árvores e o vento
Tudo permaneceu igual a quando supostamente eu teria partido

E o que me importa
É simplesmente me sentir vivo
Mesmo que me restem pouquíssimos segundos
Antes que acabe este ar que respiro

Sou cúmplice de mim mesmo
Então me abracei como antes
Beijei minha própria boca
E eu e eu mesmo novamente nos tornamos amantes

E quis voltar para mim mil vezes
E atravessar a passadas largas o escuro corredor
Mas aceitei que eu deveria ficar onde estava
E meu mundo gradativamente voltaria a ter cor